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| | Editoriais Antigos | CONTRA TORTURA | Aug 26 | | DOI-CODI nunca mais! Nesse domingo dia 24/08 foi realizado um ato em frente ao antigo DOI-CODI, na rua Tutóia, no. 1000, sede do órgão na capital paulista. Um ato contra o silêncio e em defesa da memória, para não deixar que sejam esquecidas as atrocidades cometidas pelo DOI-CODI. Lutar para que esta barbárie não seja esquecida significa lutar para que ela não continue. Manifestou-se também pela condenação do Coronel Brilhante Ustra, cujo processo de responsabilização na morte de Luiz Eduardo Merlino encontra-se em andamento. Os torturadores e assassinos de 40 anos atrás estão à solta. As instituições atuais reproduzem sistematicamente a tortura e prisões das ditadura militar, bem como na ditadura Vargas, os longos séculos de escravidão e massacre da população negra e indígena. Hoje, a expressão do terrorismo de Estado é a tortura, o abuso e a arbitrariedade contra os pobres das periferias do país. Como se percebe, por exemplo, nos morros cariocas, nas favelas de Salvador e São Paulo,Recife, Brasília,Manaus e cada rincão desse país. Os/as mortos/as e desaparecidos/as na sede operacional do DOI-CODI/OBAN, de 1968 a 1977, na Rua Tutóia, nº 1000, estão vivos/as em nossa luta. As feridas e traumas de nossas companheiras e companheiros torturados não serão esquecidos pelos lutadores sociais das novas gerações. Onde vocês espelham o exemplo de contínua entrega e combatividade,ergue-se para outros que no futuro virão, entre nós e depois de nós, um horizonte de resistência. Exigimos justiça e punição para os açougueiros da repressão política da ditadura. Links Relacionados: Manifesto das novas gerações pela Verdade, Memória e Justiça comente essa matéria | | DIREITOS REPRODUTIVOS | Aug 25 | | Pelo direito à escolha em casos de anencefalia Terça-feira 26, ocorre a primeira das audiências públicas que retomam a questão da anencefalia no Brasil. A anencefalia é a malformação na qual o feto apresenta ausência total ou parcial do encéfalo e da calota craniana, ou seja, não desenvolve o cérebro. Isso significa que fetos sob tal condição apresentam chances irrisórias de sobrevivência após partos muitas vezes difíceis, e quando nascem, possuem expectativa de uma vida vegetativa e de curtíssima duração. Situação dolorosa e fatal, que ainda se intensifica pelo fato de mulheres e famílias não poderem escolher qual a melhor maneira de vivenciá-la. Em 1º de julho de 2004, o ministro Marco Aurélio Mello, foi relator da ação apresentada pela Confederação Nacional dos/as Trabalhadores/as na Saúde (CNTS), que recorria ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as mulheres pudessem realizar uma antecipação terapêutica da gestação de fetos com anencefalia. Ainda que tivesse amplo respaldo da comunidade médica e científica, e nem mesmo quisesse tratar o tema como questão de aborto, tal ação foi fortemente perseguida e condenada por frentes da igreja. Campanhas pró-escolha de várias partes estão à caminho das audiências para reivindicar o direito de que mulheres possam optar pela interrupção da gravidez de fetos anencéfalos. "Nenhuma mulher deve ser obrigada a interromper a gestação. Nenhuma mulher deve ser obrigada a manter a gestação de um feto que morrerá". Leia a programação abaixo, acompanhe o processo e assine a petição Matéria Completa Editoriais Relacionados:Direitos Sexuais e Reprodutivos: desafios para a cidadania | Nova ofensiva contra a luta pelo direito de decidir comente essa matéria | | Movimento Estudantil | Aug 23 | | Chamado para reocupação da reitoria da UnB Quatro meses após o início do processo político fruto da ocupação da reitoria da Universidade de Brasília, ecoa, pelo campus, um chamado para que estudantes de todos os institutos e faculdades reocupem os espaços abertos nas redondezas do prédio. Mais do que uma ocupação de escritórios e salas de reunião, este é um chamado a um grande acampamento, de três noites e dois dias, que transforme o cenário do campus, numa reocupação de espaços políticos que sempre nos pertenceram. O acampamento se inicia à partir da 19 horas da sexta-feira, dia 22, com uma apresentação de vídeos sobre movimentos sociais e lutas populares no DF, e segue até o fim da tarde de domingo, 24. No blog é possível acompanhar a programação, a lista de pessoas, e informações de todo tipo. Após as semanas em que se viu a queda do reitor Timothy Mulholland, e de seu vice, Edgar Mamiya; a posse do substituto Roberto Aguiar; a aprovação da paridade eleitoral para reitoria no Consuni; e às vésperas das novas eleições; a atmosfera política estudantil ainda persiste no sentido da proliferação de alternativas ao modelo falido de universidade que hoje vivenciamos. O fortalecimento que a comunidade universitária da UnB experienciou com o desenrolar da ocupação do último Abril têm se intensificado, até culminar no evento deste acampamento, que pretende ser um fórum aberto para reflexões, discussões, oficinas, proposições, exemplificações e assembléias que germinem as ações que tomaremos frente às novas eleições para reitoria, e que reflitam nossos desejos para novas formas de gestão da Universidade como tal. Todos/as estão convidados/as a participar dessa maniFESTAção ininterrupta! Venha! Links:Neste final de semana: Acampamento na Reitoria | ReOcupação da UnB: Fórum estudantil na Reitoria? Editoriais Anteriores: UnB aprova eleições paritárias | Ocupação na UnB derruba Reitor, derruba Vice e segue na Luta comente essa matéria | | Resistência Indígena | Aug 20 | | Povos indígenas realizam ato em Fortaleza No dia 21 de agosto, será realizado, a partir das 16h, partindo da Praça José de Alencar em direção à praça do Ferreira, um ato contra a violação dos direitos indígenas. Com o lema 'Nossos direitos estão sendo violados! Vamos lutar juntos! Não nos rendemos, nem nos vendemos!', os Povos Indígenas do Estado, juntamente com diversos movimentos sociais, ONGs, grupos de pesquisa das Universidades e de assessoria jurídica popular, advogados/as e militantes dos Direitos Humanos irão às ruas para denunciar e dar visibilidade às problemáticas que vêm sendo enfrentadas pelos índios no Estado. Nos últimos anos, tem-se vivenciado um processo de tentativa de retirada de direitos conquistados por essa população e garantidos constitucionalmente após anos de perseguição, violência e negação da existência e da cultura indígena. No Ceará, a situação é evidenciada pelos conflitos existentes entre interesses privados e diversas etnias, tais como: o conflito entre os Tremembé de São José e Buriti e o grupo Nova Atlântida, que pretende construir um grande empreendimento turístico imobiliário nas terras habitadas secularmente pelos índios (atualmente a construção da obra está embargada por uma liminar concedida pela Justiça Federal e confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região de Recife); em Caucaia, a oligarquia Arruda, há décadas no poder municipal local, entrou com um mandado de segurança pedindo a anulação do processo demarcatório das terras dos Tapeba, que já lutam há três décadas pela sua demarcação; em Aquiraz, os Jenipapo-Kanindé estão em conflito com o grupo Ypióca, por conta da poluição e retirada da água da Lagoa da Encantada nas terras da Aldeia; em São Gonçalo do Amarante, desde a construção do Porto do Pecém, a situação dos Anacé vem agravando-se (o empreendimento já ocasionou a expulsão de três comunidades e ameaça grande parte das terras por eles ocupadas, além de gerar fortes impactos ambientais); em Maracanaú, os Pitaguary estão ameaçados judicialmente de perder parte de suas terras para um posseiro que ocupa indevidamente um espaço de 600 ha no meio da aldeia Santo Antônio dos Pitaguary. LEIA MAIS Assine a Petição comente essa matéria | | Resistência Indígena - Santuário Não se Move | Aug 20 | | Pajelança e Manifestação Tribal no IBAMA-DF em defesa da Terra Indígena Bananal O plano de construção do bairro Setor Noroeste, arquitetado pelo Governo do Distrito Federal e construtoras da especulação imobiliária, na figura do fraudador do painel do senado, Arruda, e do mega-imobiliário Paulo Octávio, conhecido também por ter sido sócio de facínoras como Luiz Estevão e Sérgio Naya, ganha reforço do IBAMA-DF, sobretudo na figura de Guilherme Almeida, coordenador de licenciamento, que concedeu na última segunda (18) a licença de instalação, permitindo à Companhia Imobiliária de Brasília (TERRACAP) licitar os terrenos para as empresas construtoras viabilizarem seus empreendimentos. O IBAMA-DF cometeu mais um grave erro licenciando um empreendimento que prevê a destruição de cerrado nativo onde vivem comunidades indígenas há mais de 30 anos. Isso não poderia ser feito já que não houve nenhum tipo de estudo antropológico e arqueológico profundo para demarcar e regularizar a Terra Indígena do Bananal e ainda haviam diversas pendências a serem cumpridas. O fato se agrava porque aquela região está situada numa Área de Proteção Ambiental (APA) e está dentro da zona tampão do Parque Nacional de Brasília, além do Lago Paranoá estar saturado e não suportar mais um bairro para 40.000 pessoas. O Coordenador de Licenciamento Ambiental do órgão, Guilherme de Almeida, deu uma entrevista, na qual teve coragem de declarar "que a responsabilidade é exclusiva do empreendedor e se vai construir dentro d'água ou fora d'água o IBAMA não tem gerência sobre isso e se tiver algum problema no futuro ele será responsabilizado". Para quê serve o IBAMA então? Para avaliar papéis? Deveria se chamar então Instituto Brasileiro de Avaliação da Papelada do Meio Ambiente. Outros projetos para a área têm sido pensados pela sociedade civil de Brasília, como por exemplo fazer um setor tribal de embaixadas dos povos indígenas do Brasil, ou fazer de toda a área uma grande reserva ambiental, mantendo os/as indígenas e utilizando a divesidade ambiental e cultural para fins educativos, o que já tem sido feito pelos/as próprios/as indígenas. Entretanto, projetos sem concreto não agradam os Governantes pois quem os elege e financia as suas campanhas são construtoras. Quem já se esqueceu do caso GAUTAMA? As relações entre construtoras e governantes são o cerne da Administração Pública. Quando os debaixo se movem os de cima caem, Francisco Palhares, ex superintendente do IBAMA-DF já caiu. Guilherme de Almeida pode ser o próximo. O cacique Korubo morador da Terra Indígena do Bananal convida a tod@s para a pajelança e manifestação tribal marcada para quarta-feira, amanhã, às 15:00 na Superintendência do IBAMA-DF (Setor de Autarquias Sul Qd. 5) para questionar a concessão da licença de instalação. O Santuário Sagrado dos Pajés não se move e a resistência continua. Venha para Brasília se puder! Video do Ato:Resistência em defesa da Terra Indígena do Bananal Links Relacionados: Pajelança e Manifestação Tribal no IBAMA-DF | Ibama concede licença para especulação imobiliária | Povos Indígenas do CE realizam ato em Fortaleza | Fórum Nacional da Mulher Indígena Rumo 2009 Vídeos e Entrevistas:O Santuário Sagrado dos Pajés Não se Move! | Cláudio Humberto: o jornalista mais imbecil do mundo Fotos: Imagens do ato em frente à Terracap - DF Editoriais Anteriores: Brasília: Resistência indígena frente ao lobby da especulação imobiliaria | Declaração Bananal - Um Toré pela Liberdade e pela Justiça | Incêndio Criminoso destrói aldeia indígena Guarani na Praia de Camboinhas em Niterói comente essa matéria | | FLOR DA PALAVRA | Aug 19 | | Vem aí a Pré-Flor da Palavra Floripa e Curitiba, dia 23 de agosto Estamos convidando os coletivos locais e nacionais para participarem de um evento em Curitiba no dia 23 de agosto (sábado) a partir das 13h30min, na Ocupa 13 de Janeiro, onde será discutida a questão de rádios livres e movimentos sociais com mostra de vídeos, debates e dinâmicas. A proposta é, além de debater tal questão midiática, articular coletivos diversos trocando experiências entre esses. Os movimentos convidados até o momento são: GELC, MST, CMI (Curitiba e Florianópolis), GAFE (Florianópolis), MPL (Curitiba e Florianópolis), hip hop, FERA, Despejo Zero, Ocupa 13 e demais simpatizantes e militantes interessados em se comunicar e traçar laços de solidariedade. A proposta de uma criação da Flor da Palavra irá ser feita ao encerramento das atividades. Acreditamos que, apesar de cada coletivo estar centrado em uma respectiva luta (moradia, reforma agrária, transporte, direito animal e etc), a articulação e solidariedade entre os movimentos sociais se faz necessária para vencer uma luta em comum chamada justiça e real democracia. Esperamos, com esse encontro horizontal e diversificado, encaminhar ações conjuntas que serão propostas pelos 3 grupos de trabalho que se organizarão no dia. A rede Flor da Palavra começou a ser inventada em 2006 de forma não planejada e sem uma grande convocatória, graças à grande quantidade e variedade de iniciativas de grupos e indivíduos do campo autonomista brasileiro e mexicano, em particular os ligados à mídia livre, que deram forma à organização horizontal e colaborativa de eventos sobre o zapatismo e as lutas locais. A "facilidade" com que se instaurou esse processo organizativo horizontal apontava o amadurecimento de um interesse amplo pelo zapatismo no Brasil, e de sua capacidade para conectar movimentos e outros lutadores sociais. Diante disto surgiu a idéia de começar a invenção de rede Flor da Palavra, sem renunciar à forma colaborativa e aberta de organização. Leia a convocatória e a programação: Flor da Palavra Curitiba - Florianópolis Flores já realizadas: Flor da Vila Pescoço (Tefé) | Flor Indígena (Tefé) | Flor dos Movimentos Rurais (Tefé) | Flor Punk (Brasília) | Flor Casa das Pombas (Brasília) | Flor Rizoma de Rádios (Campinas) | Flor Sampa | Flor Anti-Calderón (Marília) comente essa matéria | | VIOLÊNCIA POLICIAL - IMPUNE! | Aug 17 | | ATO PELA VIDA - 4 ANOS DO MASSACRE DE MORADORES/AS DE RUA EM SÃO PAULO No próximo dia 19 de agosto, terça-feira, a partir das 9 horas da manhã, na Praça da Sé, será realizado um "ATO PELA VIDA", para marcar os 4 (quatro) anos do massacre de 7 (sete) pessoas em situação de rua e, sobretudo, lembrar da impunidade dos responsáveis pelo crime. Para quem não se recorda: entre 19 e 22 de agosto de 2004, ataques à pessoas em situação de rua culminaram na morte de 7 delas e 9 continuam desaparecidas. Posteriormente, uma testemunha, Priscila, também foi assassinada. Ninguém, até hoje, foi condenado ou respondeu por estes atos de violência e morte. Em memória destes mártires, as atividades se iniciarão com um ato inter-religioso na Praça da Sé, seguido de uma caminhada até o Cefras, na Rua Riachuelo, 268, onde será realizado, às 11h, o "Encontro com os candidatos à Prefeitura de São Paulo para a apresentação de propostas de políticas públicas para a população em situação de rua". Após a apresentação, os/as candidatos/as terão espaço para se posicionarem a respeito, apresentando suas propostas. Na ocasião, deverá ser firmada uma "declaração de compromisso" para a consolidação de uma política pública para os/as moradores/as de rua. Alguns/mas candidatos/as já confirmaram sua presença nesta atividade: Marta Suplicy, Geraldo Alckmin, Ivan Valente, Soninha Francine e Gilberto Kassab. SERVIÇO: Contatos para entrevistas: Anderson (Movimento Nacional da População de Rua): 9747-1553 Robson (Movimento Estadual da População de Rua): 8826-7514 Assessoria de Imprensa: Tarcísio: 9163-5404 MTb 14.798 Joelma: 8167-1052. Links:: (SP) Ato Público pela Humanização do Centro Histórico | Ato público pela humanização do centro histórico de São Paulo Editoriais Anteriores:: Traga sua Luz ação coletiva no centro de São Paulo | Repressão Escancarada no Centro de São Paulo comente essa matéria | | Meio Ambiente | Aug 14 | | Aracruz denuncia defensores dos direitos humanos por 'roubo' Apoiadores dos direitos humanos no Espírito Santo foram convocados pela Polícia Federal (PF) a depor em inquérito que investiga denúncia da transnacional Aracruz Celulose de que são responsáveis por "roubo" de patrimônio da empresa. A Aracruz Celulose usa métodos empregados pela ditadura militar, que deu recursos e apoio à empresa na sua fundação. Foram intimados a professora Marilda Teles Maracci, o indigenista Fábio Villas, o pastor Emil Schubert, a radialista "Lígia Sancio" (nome artístico de Lígia Moysés Nascimento), além de "Jeanne" e "Jorge", este do MST - Vila do Riacho. Boa parte dos acusados já respondeu a processo movido pela mesma Aracruz Celulose. A empresa conseguiu da Justiça, por um bom período, que os denunciados fossem impedidos até de transitar pelas terras indígenas ocupadas e exploradas por ela há 40 anos. A empresa acabou por fazer acordo com os denunciados, o que resultou no arquivamento do processo. Marilda Maracci informou que o grupo de intimados se reúne nesta quinta-feira (7/08) para discutir as medidas que vão adotar. A própria professora recebeu a intimação da PF por telefone, na última sexta-feira (1/08). Foi convocada a comparecer na Polícia Federal em 24 de setembro, às 10 horas. Responde a inquérito cujo delegado responsável é Fernando Amorim. O advogado Jassenildo Henrique de Oliveira Reis, que atua na área dos direitos humanos no Espírito Santo, atuará na defesa dos apoiadores dos movimentos sociais. Sobre a campanha da Aracruz Celulose e de outros segmentos para criminalizar os movimentos sociais no Espírito Santo, Marilda Maracci lembra que primeiro a empresa fez o "Interdito Proibitório" e a "Ação de Reintegração de Posse". Agora, faz a denúncia que levou ao Inquérito Criminal. A professora diz que é momento para que os denunciados se articulem e se defendam coletivamente contra os abusos da empresa. A professora, que é doutora em Geografia, afirma ainda que os apoiadores dos movimentos sociais não decidem por grupos, como os índios e quilombolas, que lutam por seus direitos, inclusive os previstos na Constituição Federal. Assegura que os apoiadores "respeitam as decisões coletivas", e que os índios e quilombolas, entre outros, "são protagonistas de suas próprias histórias". continue a leitura aqui comente essa matéria | | MOVIMENTOS SOCIAIS | Aug 14 | | Encontro de jovens reúne 23 movimentos de todo o país Mais de mil jovens de movimentos sociais de 20 estados se reúnem na UFF (Universidade Federal Fluminense), na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro para estudar questões referentes à realidade brasileira e procurar apontar conjuntamente algumas saídas para problemas enfrentados pela juventude. "O encontro é um marco para a juventude da classe trabalhadora. Somos pequenos, mas reunimos 23 organizações", disse Antônio Neto, do coletivo de juventude da Via Campesina. A atividade, mais do que uma reunião de militantes, parece a concretização dos anseios de jovens que trabalham para o fortalecimento de suas organizações e para a articulação da classe trabalhadora em torno da construção de um projeto para o país. Leia mais. comente essa matéria | | TRANSPORTE, SP | Aug 05 | | Bilhete único: prorrogação ou enrolação? A prefeitura de São Paulo inovou: concedeu aumento de duas para três horas no uso do bilhete de integração do transporte coletivo. No entanto, a prorrogação não foi concedida aos usuários que utilizam o bilhete estudantil ou vale-transporte. Beirando o desespero eleitoral - candidato à reeleição, o prefeito Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL) se encontra na terceira posição em pesquisas, cerca de 20% atrás dos concorrentes Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) - a medida não atinge o cerne da crise dos transportes coletivos. Dados do Ministério das Cidades apontam que 62% da população que recebe até dois salários mínimos não utilizam sequer o transporte coletivo como fonte de locomoção, sendo o preço das tarifas o maior motivo. Para o Movimento Passe Livre, para que toda a população possa ter o direito de ir e vir assegurado é preciso que o transporte coletivo seja gratuito, visto como uma política pública, em oposição à visão mercadológica atual. Leia matéria completa | O bilhete único na visão do Movimento Passe Livre comente essa matéria | | MORADIA, Curitiba | Aug 04 | | Quando máquinas valem mais que vidas: mineradora ameaça vida de 52 famílias A comunidade da Vila Jd. Itaqui, Curitiba, vem resistindo, se organizando pelo direito à moradia e negociação coletiva. A luta dos moradores se dá pela sua permanência no local com a regularização fundiária ou pelo realocamento em áreas próximas. Um cheque-despejo no valor de 1.000 a 2.000 reais é oferecido ilegalmente aos moradores pela mineradora Saara, que vem explorando o terreno onde está localizada a vila. Foram feitas duas paralisações no trabalho da mineradora por pouco mais de cinco moradores. Enfrentaram máquinas e caminhões a peito aberto na entrada do terreno explorado, porém não tiveram resultados. Por não serem cumpridos os acordos firmados entre moradores e mineradora, pela omissão do Estado ao ignorar direitos básicos de moradia, saneamento básico, água e luz previstos na constituição de 1988, a comunidade em assembléia decidiu dar um basta a situação. Leia sobre o ato do dia 30 de junho de 2008 Essas famílias estão morando da maneira mais precária possível, com valetas a céu aberto, fiação que corre pelo chão, sem ruas abertas ou mesmo calçadas. Ao serem enganadas pelos estelionatários Agnaldo e seu sócio Gerson, ao comprar da dupla terrenos do Estado loteados ilicitamente, deram início a construção irregular de suas moradas . fotos: Itaqui resiste mas, sem resposta do Estado + links: Estudantes da UFPR em Solidariedade aos Moradores do Jardim Itaqui! comente essa matéria | | 7ª JORNADA DE AGROECOLOGIA | Jul 27 | | População de Cascavel não atende à convocatória de ruralistas Pouco mais de 50 pessoas atenderam ao apelo da Sociedade Rural do Oeste (SRO), ao lado de entidades patronais de Cascavel (PR). A entidade ligada ao agronegócio local tentou barrar a entrada da Via Campesina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), para a realização da 7ª Jornada de Agroecologia, que começou no ultimo dia 23. Mas não foi possível por causa do cerco da polícia, que desmobilizou a ofensiva dos fazendeiros. Na mesma manhã, a universidade recebeu cerca de 3500 pessoas, entre pequenos agricultores da Via Campesina, estudantes, visitantes e articulação de movimentos sociais da cidade. A desmobilização do ato ruralista ocorreu em meio a ameaças e convocatórias feitas pelo presidente da SRO, Alessandro Meneghel, nos meios de comunicação locais. Nas duas últimas semanas, Meneghel havia dado declarações na mídia local como esta: Vamos impedir este evento e protestar contra a mentira e a politicagem barata que prega esse movimento de agrovagabundagem. A SRO é conhecida pelo histórico recente de perseguição contra acampamentos Sem Terra, por meio do seu braço armado, o Movimento dos Produtores Rurais (MPR). A entidade também é acusada de comandar a morte do militante Keno, através da empresa de Segurança NF, em novembro de 2007, na área de experimentos da Syngenta Seeds, ocupada pela Via Campesina como forma de denúncia. A conjuntura de criminalização dos movimentos sociais, a articulação do agronegócio com o sistema Judiciário e com o Ministério Público também reflete na região de Cascavel, como define José Maria Tardin, da Via Campesina, um dos organizadores da Jornada de Agroecologia. De acordo com Tardin, a Jornada é uma forma de contraposição ao modelo do agronegócio e a ofensiva do agronegócio revela, ao mesmo tempo, o elemento do próprio desgaste deste modelo de produção, como Tardin avalia. Leia a matéria completa Site da Jornada de Agroecologia Artigos relacionados: Ruralistas prometem ações para inviabilizar a jornada | Trabalhadores debatem domínio das transnacionais | População de Cascavel não atende à convocatória de ruralistas | Poema à 7º Jornada de Agroecologia comente essa matéria | | QUEREMOS UMA CIDADE LIMPA E UMA CONSCIÊNCIA SUJA? | Jul 25 | | Ato público pela humanização do centro histórico de São Paulo  Na próxima segunda-feira, dia 28/07, às 9h, na escadaria da Praça da Sé, acontece um ato de denúncia contra as ações higienistas e agressivas que vem sendo realizadas pela Prefeitura de São Paulo no centro desta cidade. O ato irá questionar os poderes públicos e suas entidades parceiras na operação batizada de "Aliança pelo Centro Histórico", com a entrega de um troféu simbólico. Cidadãos que habitam as ruas do Centro e que tentam se proteger do frio deste inverno estão sendo desrespeitados e agredidos. A qualquer hora do dia ou da noite, suas roupas e cobertores são confiscados ou molhados pelos jatos d'água dos carros-pipa da prefeitura; são obrigados a fugir dos sprays de pimenta que são lançados por policiais diretamente em seus rostos. Tudo isso na véspera de se completarem quatro anos do massacre dos sete moradores de rua no centro de São Paulo. Hoje, 25/07, foi publicada no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo uma resposta dos integrantes do Fórum Centro Vivo à reportagem deste jornal sobre a operação "Aliança pelo Centro Histórico": A reportagem "SP faz parceria para banir mendigos e camelôs do centro" (caderno Cotidiano, 10/6) equipara pessoas e lixo ao listar "lixo, violência, camelôs, mendigos e moradores de rua" como elementos a serem igualmente "banidos". O texto trata com preconceito e discriminação parte da população paulistana. Freqüente na mídia, essa visão reforça práticas de alguns órgãos públicos (e de seus parceiros privados) de varrer as pessoas do centro como se fossem literalmente lixo. As expressões utilizadas para caracterizar essas práticas, como "revitalização do centro", evidenciam o descaso pelos que ali vivem, e que são vítimas de violência constante, documentada no Dossiê Fórum Centro Vivo. O jornal erra ao não exibir opiniões diferentes às da "Aliança pelo Centro Histórico", ignorando pessoas, movimentos populares e entidades que lutam pelo direito da população de permanecer no centro e transformá-lo em um lugar melhor e mais democrático.* *esta resposta foi parcialmente cortada pela Folha; aqui estamos publicando na íntegra. Chamado para o ato Leia o Dossiê "Violações dos direitos humanos no centro de São Paulo: propostas e reivindicações para políticas públicas", organizado pelo Fórum Centro Vivo comente essa matéria | | 23 DE JULHO | Jul 23 | | Aniversário da Ocupação Chiquinha Gonzaga comente essa matéria | | CARTA DE RIO BRANCO | Jul 23 | | Declaração final do Seminário Internacional sobre a Amazônia De Rio Branco, onde nos reunimos de 17 a 20 de julho no Seminário Internacional sobre a Amazônia: "Desenvolvimento local, sustentabilidade e organização popular", nos dirigimos a nossos irmãos e nossas irmãs da Amazônia, em especial aos povos indígenas, afrodescendentes, comunidades ribeirinhas, ao povo do campo e povos da floresta em geral, trabalhadores e trabalhadoras das cidades e todos os segmentos da sociedade que lutam por justiça social e sustentabilidade ambiental em todos os nossos países amazônicos.
Viemos a este encontro de várias partes do Brasil (dos estados do Acre, Pará, Amazonas, Rondônia, Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro); do Peru (das regiões de Madre de Dios, Cusco, San Martín, Loreto y Ucayali); e da Bolívia (dos departamentos de Pando, Beni y Santa Cruz). Um dos fortes laços que nos unem é que compomos movimentos sociais fortes dos povos da floresta de nossos países - indígenas, camponeses, sindicais, de mulheres, de negros e negras, cooperativas, federações e confederações. Viemos a este encontro para compartilhar experiências de luta, trocar informações sobre a conjuntura social, econômica e política de nossos paises e da região amazônica, buscar pontos de identidade dos movimentos sociais amazônicos para a elaboração de plataformas comuns, de agendas comuns de mobilização, de projetos alternativos aos modelos de desenvolvimento capitalistas que massacram nossos povos. Continue a leitura da carta aqui Fonte: Flor da palavra comente essa matéria | | MOVIMENTO INDÍGENA | Jul 22 | | Incêndio Criminoso destrói aldeia indígena Guarani na Praia de Camboinhas em Niterói Numa atitude covarde, criminosos destruíram, no último dia 18, a aldeia Guarani instalada desde abril na praia de Camboinhas, endereço nobre na região oceânica de Niterói, na Grande Rio de Janeiro. O incêndio ocorreu no momento em que os homens do grupo participavam de uma reunião em outro ponto do bairro. Somente mulheres, crianças e um índio estavam na aldeia. O fogo deixou ferido o indígena Joaquim Karaí Benite, de 43 anos, que teve queimaduras de segundo grau nas costas e no braço esquerdo. De acordo com a Polícia Civil, o incêndio foi criminoso. Lídia Nunes, de 67 anos, espécie de líder do grupo, ouviu quando um homem gritou: "Olha os índios pegando fogo!". Segundo Lídia, ele correu em direção ao canal que divide as praias de Camboinhas e Itaipu. Quando o fogo começou, havia muitas crianças no local. As índias correram para tirar três bebês, um de 11 meses, um de 1 ano e outro de 1 ano e 3 meses de uma das ocas.
Em todo o Brasil, os indígenas se organizam para retomada de seus territórios tradicinais com base em seus direitos originários, no artigo 231 da constituição federal e na declaração dos diretos dos povos indígenas assinada pelas Nações Unidas em 2007. Segundo declaração de Márcio Meira, presidente da FUNAI, a população indígena tem crescido nos últimos anos, isso demonstra que as pessoas estão perdendo o medo de se declararem como indígenas e assumindo a sua origem ancestral. As elites brasileiras temem que o povo assuma sua origem indígena, e busquem conhecer mais sobre a espiritualidade e sobre as categorias da cosmovisão dos povos nativos, já que tais modos de ver e lidar com a realidade colocam a civilização do consumo e descarte em xeque. Por isso, segue a guerra simbólica nos meios de comunicação de massa e demais aparelhos ideológicos do estado no intuito de conservar a visão romântica do "índio" no ideário da sociedade, reforçando estereótipos preconceituosos. A homogenização da identidade nacional é um recurso de dominação cultural usado pelas elites desde o tempo da Colônia e do Império, vide a menção aos indígenas na lei das Sesmarias e lei das terras de 1850. O incêndio da aldeia Guarani em Camobinhas, as declarações absurdas do Governador José Roberto Arruda em relação ao Santuário dos Pajes, o caso da demarcação da Raposa Serra do Sol, o caso da expulsão da Comunidade Guarani de Eldorado-RS da porta da FEPAGRO, e muitos outros casos recentes são exemplos de intolerância dos poderes institucionais e da elite brasileira. A restência que já completa mais de 500 anos segue! Links: Fotos do que restou da aldeia | Fotos da construção da escola indígena e da casa de reza | O que precisamos entender sobre o caso da Aldeia de Camboinhas | Em favor dos Guarani de Camboinhas | Incendio Criminoso destroi ocas em Camboinhas | Solidariedade a Etnia Guarani mByá de Camboinhas | Comunidade Guarani é expulsa da beira de uma estrada pela Justiça Estadual em Eldorado do Sul (RS) | Expulsão da Comunidade Guarani de Eldorado-RS | Demarcação de terra indígena inédita no Distrito Federal e defesa do santuário ecológico e espiritual ameaçados pela especulação imobiliária | O Santuário não se move! - Declara a Jornada de Arqueologia comente essa matéria | | PRISÃO POLÍTICA | Jul 19 | | Cesare Battisti entra com carta de refúgio No dia 27 de junho de 2008 o romancista e preso político Cesare Battisti entrou com um pedido de refúgio junto ao Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) - que é uma comissão interministerial sob o âmbito do Ministério da Justiça, no Brasil. Caso o pedido seja aceito, abrem-se maiores condições para que Battisti possa modificar sua situação carcerária no Brasil. O refúgio amplia seus direitos políticos, com possibilidade de sair da cela provisória da polícia federal onde está e requisitar prisão domiciliar, por exemplo. A decisão está nas mãos do CONARE. Ainda que aprovado o refúgio, porém, Cesare ainda está sob processo de extradição para a Itália, ser julgado pelo ministro Celso de Mello. Cesare Battisti é uma das vítimas do processo de "caça às bruxas" orquestrado pela direita européia. Ele é acusado na Itália de quatro homicídios que teriam sido cometidos pela organização à qual pertencia, os Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um grupo de auto-defesa armada ligado ao movimento autonomista italiano - ele já foi condenado à prisão perpétua na itália. Battisti alega não participação nos homicídios, que o processo que o condenou foi viciado, (baseado em depoimentos conseguidos por meio de tortura e delação premiada), e que foi julgado à revelia. Numa campanha de desinformação promovida pelo governo italiano, associado aos grupos de direita, a imprensa brasileira divulgou que ele seria o autor de crimes pelos quais nem sequer foi acusado na Itália, como o caso do assalto ao restaurante "Il Transatlantico". Em carta recentemente enviada do cárcere, Cesare faz o seguinte apelo a apoiadores e apoiadoras: "eu agora preciso de vocês mais do que nunca, nem como de todos aqueles que lhe pareçam sensíveis a minha causa. Preciso de apoio de todas/os os amigos/as e companheiros/as a quem cada um de vocês tem acesso. Pois a impressão (e não é só uma impressão) que tenho é que caí mais uma vez em um jogo político sujo e cujas regras e verdadeiros objetivos desconheço. (...) Como bem sabem, muitas batalhas resultam em derrota ou vitória justamente em face da decisão da hora ou não de agir. Bem verdade lhe digo: é hora de agir!" FAQ sobre o caso Cesare Battisti | Carta do cárcere Editoriais Relacionados: Um ano da prisão política de Cesare Battisti | Cesare Battisti tem primeira audiência no STF | Brasil colabora com repressão política internacional Sítio do Comitê comente essa matéria | | G8 - VIOLÊNCIA POLICIAL | Jul 16 | | Policiais italianos são condenados por brutalidades durante o encontro do G8 em Gênova comente essa matéria | | G8 É O PROBLEMA, NÃO SOLUÇÃO | Jul 15 | | Solidariedade aos/às Detentos/as Aconteceu no último dia 12 de julho, sábado, o dia de ação global em solidariedade com a resistência anti-G8, no Japão. No dia 5 de julho, em Sapporo, foram detidos três manifestantes acusados de "violar as leis de tráfego e as ordens especiais para manifestações em Sapporo" e também de "obstrução ao trabalho da polícia". Uma das pessoas detidas é ativista do Coletivo Indymedia. Ativistas internacionais que participaram nos protestos disseram que "o sistema criminoso judiciário Japonês lhe permite manter presas pessoas por 23 dias sem acusação. Aliás, o sistema legal Japonês impõe punição coletiva; e os organizadores podem ser punidos pelas ações dos outros". A chamada veiculada por Indymedia Japão fala que as pessoas sem-casa de Sapporo e ativistas de Osaka foram detidos: "Denunciamos a Repressão policial contra a manifestação e contra os ativistas sem casa, e demanda a imediata liberação de todos." No dia 12 de Julho, ações de protesto simultâneas acontecereu às 3pm em Sapporo, Tókio, Osaka, etc. contra o "capitalismo policial". Protestos que aconteceram [do Indymedia Japão]: em São Francisco | em Berlim | em Londres Outras notícias: Milhares protestam contra encontro do G8 no Japão | Punks alemães e indígenas acampam perto da sede do G8 no Japão | Manifestação Contra G8 em Porto Alegre Blog G8 à mesa - um mundo à fome Leia Mais comente essa matéria | | AMAZÔNIA DE LUTO | Jul 12 | | Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira: não passará! Vinte militantes da Via Campesina, MST e MAB e outros movimentos e grupos que iam para um encontro na cidade de Ouro Preto D'Oeste, em Rondônia, morreram em um acidente na estrada envolvendo o ônibus e uma carreta na tarde do dia 11 de julho. A luta em Rondônia contra o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira segue! Sentimos muito a perda dos/as companheiros/as nesta fatalidade e nos solidarizamos com seus familiares e amigos/as. A construção das barragens de Santo Antônio e Jirau, integrantes do Complexo, que vai alagar 50 mil hectares de floresta, vai retirar aproximadamente 5 mil famílias que vivem e garantem sua sobrevivência das margens do rio e causar um grande impacto ambiental. Esta retirada está prevista até o dia 30 de agosto. As hidrelétricas vão também modificar toda a região, causando inchaços e aumento do desemprego nas cidades e alterando a dinâmica do Rio Madeira, afetando todos/as aqueles/as que vivem na região. As multinacionais que estão a frente da construção das hidrelétricas na região amazônica (Companhia Vale do Rio Doce, Banco Bradesco, Banco Santander, Odebrecht, Votorantim, entre outras) vão, dessa maneira, controlar os recursos energéticos mais baratos e, assim, poder utilizar sua energia na extração de minérios, produção de alumínio, do aço e na produção de papel e celulose que são indústrias que não geram empregos, precisam de grandes subsídios do governo e causam grande impacto ambiental nas regiões que se instalam. A região amazônica se torna estratégica neste sentido já que concentra tanto um grande potencial de produção de energia e de extração de minérios. Leia Mais Vídeo:: O Chamado do Madeira: a luta dos povos da Amazônia contra os megaprojetos (51 min, 344 MB) [para baixar, clique com o botão direito do mouse e escolha "salvar link como"] Hidrelétricas no Rio Madeira: energia para quê e para quem? | A Amazônia: objetivo do império | Megaproyecto: Conjunto de Sub-proyectos Complejo Rio Madeira | Territorialidad de la dominación: IIRSA | Movimento dos Atingidos por barragens comente essa matéria | | SOLIDARIEDADE | Jul 11 | | Solidariedade ao MST em Fortaleza Na manhã do dia 10 de julho, no auditório do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará, foi realizado um ato-debate em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Diversos movimentos sociais e organizações, dentre eles o Movimento dos Conselhos Populares, Movimento Negro, Central dos Movimentos Populares, Via Campesina, Organização Resistência Libertária, Centros Acadêmicos da Uece, Coletivo Estudantil da UFC 'Amar e Mudar as Coisas', Coletivo Estudantil da Unifor 'Sonhos Valem uma Vida' e 'Transformar o Tédio em Melodia',etc, estiverem presentes em um ato conjunto de solidariedade ao MST devido às ações de criminalização por parte dos poderes públicos, principalmente do Rio Grande do Sul. Um professor de um Sindicato da Uece, um graduado em Direito e Jaime Amorim da Via Campesina iniciaram um debate para aproximadamente 80 pessoas, focando as recentes ações criminatórias e reacionárias do poder judiciário. Após as falas, houve espaço para um debate e o encaminhamento de mais atividades e manifestações voltadas para a questão da Criminalização dos Movimentos Sociais. Fotos ato-debate solidariedade ao MST Manifesto contra a criminalização do MST Editorial Anterior comente essa matéria | | LIBERDADE NA INTERNET | Jul 09 | | Campanhas contra o PLC 89/03!! Senado aprova projeto que criminaliza internet Na última quarta-feira (9), o Senado votou e aprovou o projeto de Lei apresentado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que cria 13 novos crimes na internet e novas restrições às/aos usuárias/os e provedores, tal como obriga provedores a guardar registros pessoais de usuárias/os da internet para possíveis futuros exames da "Justiça", se assim requisitado. O projeto foi modificado desde a saída de sua casa de origem, Câmara dos Deputados, para onde volta novamente para aprovação. O projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), apesar de claramente atentar contra direitos civis de liberdade no uso da internet, está prestes a ser votado no Senado, à revelia de fortes oposições feitas por diversos grupos e indivíduos. O texto de Azeredo é um substitutivo ao PLC nº 89, de 2003, que está tramitando em conjunto com os PLSs nºs 76 e 137, de 2000, nos termos do RQS nº 847, de 2005. O projeto já foi votado pela CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática), pela CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte), pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). O período para apresentação de emendas expirou e o substitutivo aguarda agora somente inclusão em ordem do dia. Tendo em vista sua ilegitimidade representativa, iniciaram-se, em nível nacional, campanhas contra o projeto de Azeredo e em prol de um processo participativo de regulamentação da internet brasileira. O enrijecimento absurdo e autoritário das medidas de controle ao acesso e navegação em redes virtuais não é capaz de apresentar justificativas plausíveis, levantando suspeitas quanto a suas origens e objetivos políticos. É como medida terrorista que tal proposta está sendo entendida por grande parte da população, que rejeita a atmosfera de vigilância e criminalidade que ela instaura. Há diversas formas de se garantir um uso responsável, livre, comunitário e seguro da internet. Somente um grande debate cívico poderá determinar de que maneira e em que extensão a privacidade virtual deve ser articulada com as necessidades pontuais de processos de segurança pública jurídica de informações. Ao focalizar a atenção numa suposta ameaça incontornável que advém do mundo do 'crime cibernético', o lobby em torno do PLC 89/03 omite as possibilidades que a garantia de liberdade e anonimato na internet propiciam ao uso comum dos bens, sendo exemplos importantes, sites especializados em denúncias de corrupção, abuso de autoridade e violência policial.  Links: Autoriterrorismo e vigilância, do jeitinho brasileiro | PELA LIBERDADE NA INTERNET | Internet brasileira precisa de marco regulatório civil, não criminal | Lei Digital: cibercrimes ou controle? | Internet ameaçada - Projeto de Lei 84/1999 | ALERTA:QUEREM INSTITUIR A CENSURA NA INTERNET EM MAIO! | Tentação totalitária: querem policiar a Internet. Sai, peste! | Intenet: proibição e censura
Outras:A nova Internet | Governo Brasileiro quer controlar internet
Petição on line: Petição
Acompanhe o andamento do projeto: aqui
Leia editorial de 2007 sobre o projeto de lei do Azeredo: Lei digital compromete privacidade na Internet
comente essa matéria | | MOVIMENTO INDÍGENA | Jul 08 | | Comunidade Guarani é expulsa da beira de uma estrada pela Justiça Estadual em Eldorado do Sul (RS) No dia primeiro de julho de 2008, comunidade Mbya Guarani foi despejada pela Brigada Militar de um acampamento situado à beira da Estrada do Conde, município de Eldorado do Sul, próximo à cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Policiais da Brigada Militar (Polícia Estadual do RS), acompanhados do Oficial de Justiça Bruce Medeiros, efetivaram o desalojo no dia primeiro de julho de 2008. Por ocasião do Mandado de Reintegração de Posse (Processo 165/1.08.0001027-9), ajuizado pela FEPAGRO - Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, e deferido pela Juíza Luciane Di Domenico, do Poder Judiciário do Estado da Comarca de Eldorado do Sul, RS. A situação é grave, uma vez que o acampamento Guarani estava fora da área indicada no mandado, ou seja, FORA da propriedade da FEPAGRO, o que claramente invalida a própria ação judicial. Os Policiais Militares, junto aos funcionários da FEPAGRO recolheram os artesanatos e destruíram a faconadas as estruturas das habitações Guarani, sem a autorização ou presença da FUNAI ou da Polícia Federal, os únicos órgãos com competência para tratar da questão indígena, segundo o artigo 231 da Constituição Federal. Ao solicitar a presença dessas instituições, o líder guarani Santiago Franco não foi respeitado e, devido sua insistência, foi algemado e arrastado à força para uma viatura da Polícia, deixando desamparados as mulheres e crianças de sua família. Soma-se a este quadro de irregularidades o fato do mandado de despejo e reintegração de posse ter sido emitido tendo como antecendentes e réus um grupo da etnia Kaingang que havia sido previamente removido do local, ser empregado em detrimento do grupo Guarani que não se encontrava no interior da área citada no mandato. Por toda a bacia hidrográfica do lago Guaíba (onde se encontram diversas cidades, entre elas, Porto Alegre e Guaíba) está repleta de indícios de ocupação Guarani, algumas com alguns milhares de anos, outras que existiram até início da década de 1920. Em um estudo arqueológico da década de 1975, o arqueólogo Sérgio Leite aponta para a existência de um sítio arqueológico na área da FEPAGRO. Segundo o próprio cacique Santiago, "meus antepassados moraram aqui, temos prova de que essa terra é Guarani". Chamados pelos próprios Guarani no momento da ação, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul registram os ocorridos em video. Veja e baixe aqui o vídeo do despejo e leia os textos relacionados: Texto da Comissão de Apoio sobre a expulsão da Comunidade Guarani de Eldorado-RS | Expulsão da Comunidade Guarani de Eldorado-RS comente essa matéria | | COLÔMBIA | Jul 05 | | A verdadeira operação de "Resgate" de Ingrid Betancourt e os Mercenários Americanos Para poder entender a "operacão de resgate" de Ingrid Betancourt e dos mercenários da empresa Northrop Grumman Corporation que foram soltos junto com ela, é necessário juntar as peças publicadas nos meios, filtrar o conteúdo e daí conseguir formar um verdadeiro entendimento dos fatos que aconteceram. 1. No dia 3 de Junho, a Senadora Colombiana Piedad Cordoba revelou que possuía informação de que o governo da Colômbia estava negociando um acordo com as FARC para trocar dinheiro pela liberdade de Betancourt e dos mercenários. A política oficial dos dois países, Colômbia e Estados Unidos, é de que eles "não negociam com terroristas," enquanto diversos líderes dos países da América Latina acusam o Presidente Uribe de apoiar os esquadrões da morte feitos por paramilitares e acusam os Estados Unidos por promover apoio e por garantir segurança a terroristas conhecidos, tal como Orlando Bosch e Luis Posada Carriles. 2. Observadores atentos começaram a questionar as estranhas circunstâncias que envolveram o acontecimento do "resgate dramático" de Ingrid Betancourt. Alguns homens vestindo camisetas do Che Guevara simplesmente apareceram e colocaram os reféns a bordo de um helicóptero? Se fosse assim tão fácil, por que não o fizeram anos atrás? A mídia francesa também estranhou o fato de que Betancourt não tinha a aparência desolada e faminta das imagens antes divulgadas de quando ainda estava no cativeiro - ela possuía uma aparência saudável e de ter sido bem alimentada, como se estivesse sido preparada para ser libertada. Leia a matéria completa Read the english version comente essa matéria | | Flor da Palavra | Jul 01 | | Flor da Palavra da Vila Pescoço começa dia 5/7 no médio Solimões Começa neste sábado, dia 5 de julho de 2008, no Bairro Nossa Senhora de Fátima (Vila Pescoço) de Tefé (AM) a sua Flor da Palavra. Haverá oficina de rádio, com os equipamentos disponíveis para a comunicação livre da comunidade e visitantes através da freqüência 106,7FM - o bairro dará o nome à rádio nesta ação da Xibé. Em seguida vem o pronunciamento do presidente da associação do bairro, Sr. Sátiro, seguido da apresentação dos trabalhos de iniciação científica da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Fabriciana Moraes, Alex Coelho e Pedro Paula, respectivamente sobre os jovens da Vila Pescoço, sobre a Rádio Comunitária Nova Geração da comunidade Porto Braga na Reserva Mamirauá e sobre o Centro de Mídia Independente de Tefé (CMI-Tefé). Será lançada a nova Cooperativa de Artesanato iniciada pela Fabriciana, a jovem mãe Elimara, a Senhora Deusa e outr@s, que já em seus primeiros dias de atividade estão realizando a aprendizagem colaborativa a partir dos saberes tradicionais. Finalmente serão apresentadas as danças do Cacetinho, As Moreninhas, Boi Corajoso e grupo Explosão do Funk. Nas noites do dia 8 a 10 de julho, no prédio anexo da UEA, a Flor terá continuidade através do mini-curso "Software Livre numa perspectiva crítica", por Fernão Lara do CMI-SP. A "Vila Pescoço" é o bairro com pior fama em Tefé. De origem recente (cerca de 20 anos), com grande parte das famílias vindas da zona rural, possui semelhanças com as comunidades rurais, tais como o cultivo de roças e a realização de mutirões. É um dos bairros onde mais se cultiva a solidariedade entre vizinhos. Para os padrões urbanos capitalistas é "pobre", possui problemas de violência, e saneamento: vários bairros despejam os seus esgotos na Vila. É discriminado na cidade, e seus jovens são estigmatizados como "galerosos" ("criminosos"). Não conseguem empregos e são mal aceitos nas nas escolas. Diante de tantos problemas, alguns desses jovens formam grupos que buscam a solução no álcool e nas drogas, e algumas moças vendem o próprio corpo. Esta Flor da Palavra visa contribuir para a invenção de laços de comunicação e solidariedade entre os moradores do bairro, a universidade, movimentos sociais (CMI-Tefé em particular), e moradores de fora do bairro e do mundo. A organização é colaborativa, então qualquer outra iniciativa que se some a esta programação preliminar será bem vinda. Conexões: Novo: entrevistas com moradores do bairro | Matéria completa e programação do dia 5/7 | Concepção e programa do curso "Software livre numa perspectiva crítica" de 8 a 10/7 | Fotos da Vila em Mostra Livre de Fotografia Etnográfica | Artigos dos três alunos e do orientador apresentados na 26a Reunião Brasileira de Antropologia | Wiki da Flor da Palavra | Drupal da Flor da Palavra (novo) | Drupal do CMI-Tefé | Drupal Tux na Xibé | Novo artigo ajuda a entender a Flor da Palavra: "Vamos ao baile: gingas da comunicação e participação no zapatismo" | Editoriais anteriores: vídeo carta para Nnandia que volta ao ar após repressão e Flor da Palavra Indígena em novembro de 2007
comente essa matéria | | LUTA INDÍGENA | Jul 01 | | O Santuário não se move! - Declara a Jornada de Arqueologia comente essa matéria | | Indymedia | Jun 30 | | O Retorno de Indymedia Italia No próximo dia 4 de julho, Indymedia Italia volta on line. Comunicado de reabertura: 4 de julho - IndYpendence Day Já faz mais de um ano que os núcleos de base italianos de Indymedia recomeçaram a trabalhar em suas regiões, levando até elas as práticas e princípios que baseiam e animam o trabalho da Network Internacional de Indymedia. A necessidade de criar contextos e espaços nos quais qualquer pessoa possa continuar a ser sua própria mídia, através de mecanismos de publicação aberta e de proteção da privacidade, representava uma realidade que precisava continuar a existir e que não se encerrava com o fechamento de Indymedia Italia. As limitações e os mecanismos da informação mainstream não mudaram durante esses anos e o desequilíbrio de poder dos processos de comunicação se manteve intacto, se não pior. Hoje, a tarefa da comunicação independente não é só a de oferecer um espaço que permita a livre publicação de contribuições e uma "outra" narração da realidade. Em razão da rápida evolução da web nesses últimos anos e da difusão cada vez maior do instrumento, é hoje fundamental salvaguardar a peculiaridade do método de Indymedia e tornar mais fruível e sinérgica a enorme quantidade de informações que se distribuem na rede, de modo que seja mais fácil encontrá-la e mais fácil utilizá-la. # LEIA MAIS # comente essa matéria | | DIREITO A TERRA | Jun 26 | | Brigada Militar elabora relatório que liga MST ao narcotráfico para criminalizar Movimentos Sociais no RS comente essa matéria | | RESISTÊNCIA INDÍGENA E AMBIENTAL | Jun 25 | | I Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado No próximo fim de semana, dos dias 27 a 29 de junho, ocorrerá na Reserva do Bananal a primeira Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado. O tema da jornada é "O Santuário Sagrado dos Pajés na rota ancestral indígena do Planalto e do Cerrado", e contará com a participação de pesquisadores/as e arqueólogos/as do Brasil e de outros países, além da participação de professores/as da Universidade de Brasília como o antropólogo José Jorge de Carvalho e o linguista Aryon Dall'Igna Rodrigues, um dos maiores pesquisadores de línguas indígenas do mundo. A comunidade do Bananal convida todas as pessoas que queiram saber um pouco mais sobre a ancestralidade da região central do Brasil a participarem do evento. O valor sugerido como contribuição para o evento é de 20 reais - não é obrigatório pagar, o dinheiro arrecadado será utilizado para custear a alimentação e a confecção dos certificados. A inscrição poderá ser feita na Flora Medicinal, no térreo da FUNAI, ou na Biblioteca Central da UnB com o Rafael. Confira a programação completa do evento clicando AQUI! A Comunidade da Reserva Indígena Pluriétinica do Bananal, ameaçada pela especulação imobiliário-financeira do Governo do Distrito Federal, segue sua luta em defesa da última área de vegetação nativa do plano piloto. A luta é também em prol dos mananciais hídricos da região - onde a TERRACAP (Companhia Imobiliária de Brasília) quer construir um bairro com a primeira etapa prevista para 40 mil pessoas da classe A (chegando a mais de 120 mil com a segunda etapa do projeto) - e em defesa da diversidade cultural e sócio-ambiental na capital do Brasil. Rádio da Reserva Plurietnica do Bananal Blog da Jornada Editorial Anterior Vídeos: Frederico Maia - Assessor Legislativo da FUNAI | Cacique Korubo Denuncia Extração Ilegal de Calcário | Manhã no Bananal | Vídeos das ações do dia 16/06 Saiba Mais:Uma Volta pela Área do Projeto Noroeste | Intervenção contra o Setor Noroeste no lançamento da Campanha "Guardiões da Amazônia" | Petição On Line em Defesa da Reserva do Bananal | Problemas Ambientais da construção do Setor Noroeste | Futuro Noroeste? Como Assim? Que jornalismo é esse? | Correio Braziliense: a mentira em jornal | Fotos do ato Público na Procuradoria Geral da República - DF | Imagens do dia 16/06 - PGR-DF | Santuário Não se Move! comente essa matéria | | | |